quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Você é fiel financeiramente?

Aline Rabelo Administradora com mais de oito anos no mercado financeiro, é coordenadora do Investmania. 


Um relacionamento entre pessoas deve ser baseado em amor, confiança, cumplicidade e fidelidade. E no compromisso a dois, a fidelidade ganha contornos ainda mais relevantes. Qualquer deslize neste quesito pode levar a discussões e, até, ocasionar o fim de um laço de longa data. Mas além da fidelidade amorosa, será que você também é fiel financeiramente? Muitos casais decidem administrar as suas finanças domésticas em uma única conta, têm cartões conjuntos e seguem convencidos de que estão sendo fiéis com o seu parceiro ao expor toda a sua "contabilidade". Mas será que nenhum dos dois nunca pulou, financeiramente, a cerca? 

Aquele lindo sapato que a esposa comprou e disse que estava em liquidação, só que não. Ou aquele celular recém-lançado, que o marido não resistiu só porque é mais moderno do que o atual. Será que o casal está sendo fiel um com o outro? Em uma relação, ou se tem fidelidade ou não se tem e, no campo financeiro é a mesma coisa. Não adianta dizer que é fiel e na primeira tentação ir às compras e esconder as sacolas para o parceiro ou parceira não ver você chegando com a nova aquisição.

Pior, quando for questionado sobre o novo "presentinho", afirmar que você comprou há algum tempo, mas só agora resolveu usar. Isso não é fidelidade. Uma relação tem que ser feita de sentimentos verdadeiros. E quando a fatura do cartão de crédito chega?

Ela é motivo de brigas homéricas devido a tantas surpresas? O parceiro fica furioso devido ao uso contínuo do cheque especial gerado por despesas supérfluas? Se qualquer uma das respostas for sim, chegou a hora de "discutir a relação". Que tal ser fiel com você e com seu parceiro e propor uma estratégia que englobe, de fato, todos os gastos fixos e extras e os investimentos da família.

Não é nada fácil organizar o orçamento familiar, mas é necessário. A "mágica" para manter as contas equilibradas é bem simples: basta gastar menos do que se ganha. Sem este controle é mais complicado saber quanto da receita já está comprometida, se vai sobrar ou faltar dinheiro, ou se será possível fazer alguma aquisição extra ou investimento.

Além disso, para que a família possa chegar ao fim do mês com alguma folga orçamentária são necessárias persistência, disciplina e boa vontade. Para ajudar nesta empreitada, que tal estipular algumas regras e fazer um bom planejamento? 

Requisite a participação de toda a família, inclusive dos filhos; estabeleça as prioridades de cada membro da família; anote todos os gastos e a forma de pagamento, faça uma planilha para facilitar; estabeleça limites de gastos para cada categoria de despesas; não se deixe corromper por uma liquidação; planeje as compras com antecedência; trace uma meta de poupança para a realização de sonhos futuros, como viagens e compra de bens duráveis; e, sobretudo, sejam felizes. 

Fonte: DCI – SP