quinta-feira, 11 de outubro de 2012

INSTITUTO LANÇA CAMPANHA PARA AMPLIAR ACERVO SOBRE A HISTÓRIA DE MATO GROSSO DO SUL

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, pede ao cidadão sul-mato-grossense que tenha alguma foto, registro ou documento referente a datas, locais, momentos especiais ou um simples registro, que na sua maioria mostram em preto e branco a nossa Capital e cidades do interior de MS há algumas décadas, compareçam ao Instituto.

Não é necessário fazer a doação do material, quem não quiser deixá-lo no acervo, o Instituto Histórico faz a digitalização do material.

Vista aérea de Três Lagoas durante sua fundação, registro da rua 14 de Julho no final da década de 70, Correio Central de Campo Grande, Estação Ferroviária da Capital, margens do Rio Paraguai em Corumbá, e autoridades em solenidades em de meados do século passado, são alguns dos registros que o Instituto possui.

 “Queremos guardar para democratizar e disponibilizar ao mundo essas informações. O povo de sente mais importante com a sua história gravada”, disse o presidente do Instituto Hildebrando Campestrini.

A importância dessa preservação, reflete no que chamam de “identidade” cultural do Estado (alguns historiadores não gostam do termo), ensino pedagógico, reformas de prédios históricos com a conservação de seus moldes originais entre outros.

Em relação a essa conservação patrimonialista, os historiadores Hildebrando Campestrini e Madalena Greco lembram que a nossa cidade e estado ainda são novos, se comparados com outras unidades federativos que já passaram por revoluções como São Paulo (Revolução Constitucionalista de 1932), Rio Grande do Sul (Revolução Farroupilha, 1835-1845) e Bahia (Guerra de Canudos, 1896-1897).

Diferente desses confrontos da população contra o poder instalado, ocorreu na antiga província de Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul (Bela Vista, Antônio João, Guia Lopes e Nioaque), um determinante e importante fato histórico que foi a Retirada da Laguna. A Retirada foi uma das batalhas da Guerra do Paraguai, contra a invasão do Exército Paraguaio em dezembro de 1864.

De três mil homens, liderados em uma das colunas pelo coronel Carlos de Morais Camisão em janeiro de 1867, apenas 700 homens retornaram. O fato ficou registrado na literatura pelo Visconde de Taunay.

Sobre a importância pedagógica, Campestrini lembra que muito dos professores que ensinam história regional são de fora do estado e a disciplina é ensinada muito cedo as crianças, e, posteriormente cobrada antes da entrada em universidades e faculdades.

Outro ponto abordado são os prédios históricos da nossa Capital que estão abandonadas. “Em Blumenau por exemplo, as agências bancárias e outros órgão são instalados em casas históricas, tombar só por tombar não adianta nada, tem que dar um valor que mantenha o imóvel”, argumenta.



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