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Brasileiro lê cada vez menos, mostra pesquisa

Juan Peixoto em 21 de Fevereiro de 2010 @ 14:37

Domingo, 21/02/2010, 13:35h

Brasileiro lê cada vez menos, mostra pesquisa

O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.

O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.

As conclusões não foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro e a espetáculos de dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo: falta de hábito ou gosto.

Já entre aqueles que desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%) disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada por 31% das pessoas consultadas. A partir dessas cifras, a pesquisa buscou dissecar os motivos daquela queda: 60% das pessoas responderam não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta, afirmando não gostar de ler. A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros.

O teatro enfrenta situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de espetáculo, enquanto 27% garantiram não gostar de assistir a uma peça teatral.

Quais seriam, então, os hábitos culturais dessas pessoas? As respostas não foram surpreendentes - 68% dos entrevistados declararam-se espectadores da TV, enquanto 14% preferem ir à Igreja ou a algum culto religioso. Encontrar amigos e parentes em um churrasco ou em um almoço é o hábito de 12%. Ir a barzinhos foi a resposta de 9%, enquanto futebol é a preferência de 8% dos entrevistados. Finalmente, ir a restaurantes foi a resposta dada por 4%.

Se pudessem escolher entre as atividades apresentadas, a maioria das pessoas (22%) preferiria ir ao cinema, acompanhada de perto por aqueles que ambicionam ir a um show musical (21%). Curiosamente, 17% dos consultados revelaram desinteresse por todas as opções. Depois de analisar os dados, Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ, respondeu às seguintes questões.

Para resolver o problema do baixo índice de leitura no País seria preciso uma política pública ampla, que ataque várias questões relacionadas ao tema? Ou seja, mais incentivos do governo na educação e na construção de mais bibliotecas?

A opção “ler um livro” aparece no topo do ranking de preferências dentre a minoria que usufruiu pelo menos uma das atividades culturais listadas na pesquisa. A preferência pelo livro encontra justificativa pelo fato de ele estar mais ao alcance da população e ter o benefício de permitir uma ampla circulação de um mesmo produto. Pelo levantamento da Fecomércio-RJ, se compararmos a parcela de brasileiros que leem com os que vão ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de dança, uma exposição ou a um show é possível observar que, apesar de baixo, o brasileiro opta pela leitura dentre todas atividades de lazer cultural citadas na pesquisa. A pesquisa nos inclina a pensar que as ações devem ser desenvolvidas no sentido de criar o hábito e desenvolver o gosto das próximas gerações por atividades culturais. Segundo o IBGE, 89,1% dos municípios brasileiros possuem bibliotecas públicas. A meta é repensar o papel da cultura numa sociedade moderna que não considera lazer cultural como uma forma de entretenimento.

Sobre o preço, a reclamação do leitor reflete a tese de que o livro não ocupa um papel fundamental na nossa cultura e economia?

O levantamento mostra que há uma inércia em relação à cultura que não passa necessariamente pela questão do preço, mas pela falta de hábito. Tanto que o porcentual de brasileiros que não leem porque é caro (2%) aparece como o quinto motivo, bem depois de “não tenho o hábito” e “porque não gosto”. Isso nos leva a crer que a questão é intergeracional - em geral, os pais não têm o hábito de frequentar “ambientes culturais”, como museus, cinema ou teatro, e, por isso, não estimulam os filhos.

Se um trabalho coerente e de eficácia garantida fosse iniciado hoje, é possível prever quando o índice atingiria números aceitáveis?

Não é possível fazer uma previsão desse tipo porque a eficácia vai depender da recepção do público que, como já vimos, passar por uma questão intergeracional. É preciso uma ruptura com os paradigmas, um esforço nacional de longo prazo para interromper a inércia da falta de incentivo aos hábitos de cultura, nesse caso de leitura. Afinal, para gostar, é preciso conhecer, e a valorização de hábitos culturais tem de começar cedo.

(AE)

Fonte: www.diariodopara.com.br

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STF recebe 170 ações por meio eletrônico em apenas 15 dias

Juan Peixoto em 20 de Fevereiro de 2010 @ 18:46

17/02/2010 - 13:02

Desde que entrou em vigor a resolução 417/09 do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou exclusivamente virtual a tramitação de seis classes processuais, já foram ajuizadas 170 ações por meio eletrônico na Casa.

Desde o início do mês, passaram a não ser mais aceitos processos de papel para Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adin), Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs), Ações Diretas de Inconstitucionalidade por Omissão (ADOs), Argüições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs), Propostas de Súmula Vinculante (PSVs) e Reclamações (RCLs).

Segundo o próprio STF, já são 1.012 os advogados cadastrados com certificação digital para ingressar com petições eletrônicas. Segundo dados da Seção de Sistemas de Processamento Judiciário, o STF recebeu entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano 349ações protocoladas por meio eletrônico, 1/3 delas apenas no mês de fevereiro deste ano.

Do total de advogados cadastrados, 52,95% têm como autoridade certificadora o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A resolução tornou obrigatório o ajuizamento eletrônico de seis classes processuais de competência originária do STF, ou seja, que tem tramitação iniciada na Suprema Corte. A resolução passou a ter efeito sobre Antes de 1 de fevereiro de 2010, os advogados tinham a opção de protocolar essas ações por meio eletrônico ou convencional, impresso em papel. Agora o ajuizamento dessas ações passa a ser exclusivamente eletrônico.

Segundo o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, a adoção do peticionamento eletrônico exclusivo para essas seis classes processuais é mais do que uma simples digitalização de processos.

- Não estamos falando de digitalização, estamos falando de virtualização. O processo realmente eletrônico, o processo virtual. Não se trata de copiar papel, em princípio, mas de tratá-lo eletronicamente em toda a sua dimensão. No máximo, se pode digitalizar uma petição inicial. Depois o despacho já será feito no próprio processo.

Fonte: www.monitormercantil.com.br

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Pitangui receberá Projeto Patrimônio Musical

Juan Peixoto em 20 de Fevereiro de 2010 @ 18:31

Numa realização da Prefeitura Municipal de Pitangui, por meio da Divisão de Cultura e com o apoio da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, será realizado em Pitangui um Concerto Musical com o Coral Bittencourt e a Orquestra Minas Filarmônica de Divinópolis. Trata-se da execução de um Arquivo Musical encontrado no acervo do Coral Nossa Senhora da Piedade de Pará de Minas. O acervo foi encontrado há aproximadamente um ano pelo maestro e autor do projeto, Samuel Lopes. A partir daí iniciou-se uma pesquisa intensa sobre a origem das partituras e um estudo sobre a qualidade das mesmas. O acervo é relativamente grande e conta com 36 peças escritas possivelmente no decorrer do século XIX. Uma parte dos manuscritos é da cidade de Onça de Pitangui e a outra de Pitangui. O Concerto conta com as participações de Bernardo Mendes (pianista), Orquestra Minas Filarmônica - Divinópolis, Regina Marinho (soprano), Denise Silva (mezzo-soprano), Érica Soares (Soprano), Rosinha de Fátima (soprano), Cíntia Alves (contralto), Hilda Terezinha (mezzo-contralto), Cícero Alves (tenor), Marden Ferreira (tenor), Daniel Gonçalves (baixo), José Luíz dos Santos (barítono-baixo), Coral Bittencourt, Adailton Corrêa (maestro) e Samuel Lopes (maestro e tenor). No dia 5 de março, o Santuário de N. S.a da Piedade de Pará de Minas, receberá o Concerto às 20h30min e no dia 6 de março, às 20 h se apresentarão na Matriz de Santa Ana de Onça de Pitangui. Em Pitangui, o Concerto será no dia 7 de março, às 20 horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Todos estão convidados! Fonte: http://www.pitangui.mg.gov.br

Fonte: www.guiabd.com.br

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Publicada em diário criação do Arquivo Nacional de Angola

Juan Peixoto em 19 de Fevereiro de 2010 @ 23:06

02-01-2010 16:01

Governo
Publicada em diário criação do Arquivo Nacional de Angola

Angop

Luanda - O Governo tornou pública, em Diário da República, a criação do Arquivo Nacional de Angola, para aderir as tendências mundiais das políticas arquivísticas e seguir as orientações do Conselho Internacional de Arquivos.

Inserto na primeira série do diário de 16 de Setembro último, que a Angop teve hoje (sábado) acesso, em Luanda, o Arquivo Nacional de Angola, abreviadamente ANA, é um instituto público dotado de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

O mesmo tem como objectivo principal coordenar a política arquivística nacional e supervisionar o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos.

Em Conselho de Ministros, o governo considera o “ANA” uma instituição de natureza cultural e de investigação científica no domínio da arquivística para a preservação da memoria nacional e de promoção de estudos na área das ciências sociais, e atribui a sua tutela ao Ministério da Cultura.

Ao “ANA” compete ainda a regulamentação do processo de eliminação e triagem de documentos produzidos pela administração central ou local e pelas empresas públicas e privadas, bem como salvaguardar e valorizar o património arquivístico nacional, enquanto fundamento da memória colectiva e individual, como fonte de pesquisa para fins administrativos e científicos.

Promover a investigação, o intercâmbio com instituições congéneres de outros países, acções de formação e valorização de recursos humanos no domínio da arquivística constam igualmente das atribuições do arquivo nacional, cujo estatuto orgânico já foi aprovado.

O mesmo possui um director geral, conselho directivo, conselho técnico-consultivo e conselho fiscal.

Fonte: www.portalangop.co.ao

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Reino Unido: robô substituirá humanos na Biblioteca Nacional

Juan Peixoto em 25 de Novembro de 2009 @ 22:21

Terça, 24 de novembro de 2009, 19h21

Reino Unido: robô subsituirá humanos na Biblioteca Nacional
A Biblioteca Nacional do Reino Unido irá remanejar parte de seu acervo em um novo prédio, onde a responsabilidade pelo armazenamento e coleta de sete milhões de itens passará de um bibliotecário a uma grua robótica.

O centro climatizado de 30 milhões de libras na cidade de Boston Spa, no norte da Inglaterra, irá abrigar o equivalente a 262 quilômetros de estantes, em um tipo de armazenamento de alta densidade que normalmente é usado mais por varejistas do que por livrarias.

O diretor de finanças e serviços corporativos da biblioteca, Steve Morris, afirmou que os livros serão armazenados em contêineres, que serão empilhados seguindo um algoritmo que calcula a demanda por certos títulos. “As gruas, na verdade, são a única parte da organização agora que saberão onde está o material”, disse Morris em entrevista à Reuters TV.

“Ao longo do tempo, com o material sendo acessado, o sistema irá lembrar quais livros são mais pesquisados e irá guardar esses livros na frente no prédio, para que sejam acessados mais facilmente”.

Já livros que são raramente procurados eventualmente ficarão no fundo do prédio. A nova tecnologia significa que apenas oito pessoas serão necessárias para acessar o acervo que será mantido no centro.

“Antigamente, andávamos pelos andares e buscávamos os livros nós mesmos, mas com isso, quando estiver tudo lá, tudo o que precisamos fazer é apertar um botão e ele vem até nós”, disse a bibliotecária Alison Stephenson.

Stephenson e seus colegas estão checando os livros que chegam de Londres antes de serem colocados nos contêineres e levados para dentro do prédio pelos robôs.

“Se você colocar um livro na caixa errada nesse prédio, então, com efeito, você nunca mais irá encontrá-lo”, disse Morris.

A construção do centro deve ser concluída até meados de 2011, complementando sua sede no bairro de St. Pacras, em Londres, onde os livros estarão disponíveis 48 horas após serem solicitados de Boston Spa.

Reuters

Fonte: www.terra.com.br

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