Arquivo de 9 de Janeiro de 2009

Bolsa de Mestrado - FAPESP

Juan Peixoto em 9 de Janeiro de 2009 @ 21:47

Bolsa de Mestrado

A Bolsa de Mestrado da FAPESP destina-se a alunos regularmente matriculados em programas de pós-graduação stricto sensu para o desenvolvimento de projeto de pesquisa que resulte em dissertação.

O orientador deve ter título de doutor ou qualificação equivalente, avaliado por sua súmula curricular. A responsabilidade pelo projeto cabe principalmente ao orientador, mas o candidato deve participar intensamente de sua elaboração e estar capacitado para discuti-lo e analisar os seus resultados.

A solicitação de bolsa de Mestrado (MS) pode ser apresentada antes do término do curso precedente (graduação), respeitando-se os prazos definidos pela FAPESP, mas a apresentação dos comprovantes correspondentes à sua conclusão é imprescindível por ocasião da confirmação de interesse na bolsa.

Importante: A bolsa só será concedida se o estudante for formalmente aceito e matriculado no curso de pós-graduação. A verificação da regularidade da situação de credenciamento do orientador é considerada pela FAPESP como de responsabilidade da instituição.

Fonte: www.fapesp.br

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Preservação sob medida

Juan Peixoto em 9 de Janeiro de 2009 @ 21:41

Conservação
Preservação sob medida

Sensor monitora processo de corrosão a que estão submetidos órgãos históricos em igrejas e obras de arte em museus

Dinorah ErenoEdição Impressa 152 - Outubro 2008
Pesquisa FAPESP - © Eduardo Cesar

Tubos emissores de som no órgão do Mosteiro de São Bento, em São Paulo
Um órgão do período barroco instalado na Catedral da Sé em Mariana, cidade histórica de Minas Gerais, foi monitorado durante um ano e quatro meses com um sensor desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), como parte de um projeto de preservação de órgãos históricos chamado Sensorgan, financiado pela Comunidade Européia. A técnica permite avaliar a influência da umidade, da temperatura e de vapores de ácidos orgânicos liberados pela madeira no processo de corrosão dos tubos de emissão do som. “Com base nesse monitoramento, podemos definir melhor, por exemplo, a que horas as janelas e portas da catedral devem ser abertas e fechadas para colaborar com a manutenção do metal, para que tenha uma sobrevida mais longa”, diz a organista Elisa Freixo, curadora do órgão de Mariana, fabricado em 1700 pelo construtor Arp Schnitger e um dos mais bem preservados fora da Europa.

“O monitor é uma combinação de sensores de temperatura, umidade relativa e luminosidade e de um dosímetro baseado em uma microbalança com um disco de cristal de quartzo de 0,5 centímetro de diâmetro por 0,1 milímetro de espessura, ligado a dois eletrodos de ouro que registram alterações de peso sutis que ocorrem em qualquer material depositado na superfície do quartzo”, explica o professor Andrea Cavicchioli, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, que participa do projeto europeu. Uma camada fina da substância investigada – no caso dos órgãos, óxido de chumbo – é depositada no disco de quartzo, em forma de filme de espessura nanométrica. Quando o sensor é colocado no microambiente em que se encontra o órgão, ele consegue medir a velocidade do processo de desgaste porque o disco registra a corrosão do metal como uma mudança de peso.

Antes de ser usada na avaliação de órgãos históricos, a técnica da microbalança de quartzo já era empregada em sensores ambientais para monitoramento de gases presentes na atmosfera. Cavicchioli, também químico, resolveu adaptar a metodologia para monitorar a resposta de materiais pictóricos em ambientes fechados que abrigam obras de arte, como museus e galerias, baseado no conhecimento de que o processo de degradação de substâncias como tintas, vernizes e colas ocorre com a variação de massa. “Quando um filme de verniz colocado na microbalança é atacado por fatores ambientais ele se oxida, sofrendo uma transformação irreversível, fica um pouco mais pesado e isso pode ser registrado pela microbalança”, relata. A técnica, que hoje pode ser aplicada com o auxílio de um dispositivo automático desenvolvido pelo grupo, permite avaliar a qualidade do ambiente onde as obras estão expostas, já que registra os efeitos oxidantes da atmosfera na decomposição de materiais orgânicos usados em quadros.

Esse trabalho resultou em um convite para participar do projeto europeu, liderado pela Göteborg Organ Art Center, instituição sueca dedicada à conservação da arte organística. O projeto, que tem como objetivo desenvolver tecnologias para detectar se as condições ambientais onde o órgão se encontra são favoráveis ou não à sua degradação, reuniu sete instituições parceiras. Além da USP e do centro de conservação sueco, participam pesquisadores da Universidade de Londres, do Instituto de Catálise e Química de Superfície na Polônia, do Instituto de Ciências Atmosféricas e Clima de Padova, na Itália, do Centro Municipal de Cultura de Olkusz, na Polônia, e da Universidade de Tecnologia Chalmers, da Suécia. As pesquisas foram iniciadas em janeiro de 2006 e, desde então, as técnicas de monitoramento desenvolvidas estão sendo testadas em instrumentos do patrimônio europeu, além do órgão de Mariana.

O grupo da USP desenvolveu protótipos automáticos para detectar a ação de substâncias gasosas dentro do órgão. Essas substâncias, principalmente o ácido acético e o ácido fórmico, são liberadas pela degradação da madeira. Em combinação com fenômenos de condensação, criam condições favoráveis para causar sérios danos às partes metálicas dos órgãos. “Embora pareça um material inerte, a madeira é o principal inimigo dos tubos de chumbo”, diz Cavicchioli. Paralelamente à colaboração com o programa europeu, ele iniciou um projeto Jovem Pesquisador, financiado pela FAPESP, para avaliar como a combinação de diferentes fatores ambientais leva à degradação de vernizes em obras de arte.

O Projeto

Impacto de microambientes na conservação de bens culturais

Modalidade

Programa Apoio a Jovens Pesquisadores

Coordenador

Andrea Cavicchioli – USP

Investimento

R$ 201.187,36 (FAPESP)

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/ultimosegundo/revistapesquisa/revista_pesquisa.html?www.revistapesquisa.fapesp.br
Fonte:

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Conheça as obras raras furtadas do Museu Goeldi - Relação das Obras Furtadas

Juan Peixoto em 9 de Janeiro de 2009 @ 21:33

INVENTÁRIO DA COLEÇÃO ESPECIAL DE OBRAS RARAS DA BIBLIOTECA DOMINGOS SOARES FERREIRA PENNA DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI

Relação dos In-folios Furtados

Des Murs, O. Iconographie ornithologique. Nouveau recueil general de planches d’oiseaux pur server
de suite et de complément aux planches eluminées de Buffon…Paris, 1849. 2v. Reg. 877/61(Atlas) (In-folio 66)
Hernandez, Francisco. Rerum medicarum Novae Hispaniae thesaurus, seu plantarum, animalium,
mineralium… Roma, Ex Typographcio Iacobi Mascardí, 1628. Reg. 428/59 (In-folio 6)
Maryaen, Maria Sybilla. …Over de voortteeling ou wonderbaerlyke veranderingen der Surinaamsche
insecten…Amsterdam, Jean Frederic Bernard, 1730. Reg. 763/61 (In-folio 60)
Mikan, J. C. Delectus florae et faunae brasiliensis… Vindobonae, Typis Antonii Strauss, 1820. Reg. 751/61 (In-folio 50)
Piso, Willem. Indiae utriusque re naturali et medica libri quatuordecim Amstelaedami,
Apud Ludovicum et Danielem, 1658. Reg. 877/61 (In-folio 67)
Pohl, Ioanne Emanuele. Planrtarum Brasiliae ícones et descriptions hactenus ineditae iussu et auspiciis
Francisci Primi imperatoris et regis augustissimi… Vindobonae, 1827-31. Reg. 185/62 (In-folio 95)
Sagra, Ramon de la. Album de aves cubanas reunidas durante el viagem de D. Ramon de la Sagra dedicado a
S. M. Dona Isabel II. Paris, Imp. Litografia de Maulde y Renou, 1842. Reg. 180/61 (In-folio 30)
Spix, Jean de. Simiarum et vespertiolinum brasiliensium species novae histoire naturelle des spèces nouvelles
de singes et de chauves-souris observées et recueillies pendant de voyage dans l’interieur du Brasil…
dans les annés 1817, 1818, 1819, 1820… Monachii, Typis Francis Seraphici Hübschmanni, 1823. Reg. 759/61 (In-folio 57)
Spix, Johann Baptist von. Species novae ranarum quas in itinere annis 1817-1820 per Brasilian jussu auspiciis Maximilliani
Jophi I… operas a spixio anno 1824 editi tabulas revisit, denuo imprimendas coloribus imbuendas curavit dr. Car. Phil de
Martius… Monachii, Imprensis Editoris, 1839. Reg. 202/61 (In-folio 33)
Wied-Neuwied, Mximilian. Abbildungen zur naturgeschichte brasilliens. Weiner, 1823. Reg. 104/61 (In-folio 24) 22/12/2008
RELAÇÃO DE LIVROS FURTADOS

Agassiz, Louis. Contributions to the Natural History of the United States of America…Boston, 1857. 2v. Reg. 134-135/61
Anstett, J. Ph. Historia natural popular, descripção circunstanciada dos três reinos da
natureza…3 ed. Rio de Janeiro, Laemmert, 1873. Falta o registro 2320/75
Barbosa Rodrigues, João. Plantas novas cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro I-VI.
Descríptas…1891-98. Reg 340/60
Barbosa, Rodrigues, João. Hortus fluminensis ou breve notícia sobre as plantas cultivadas no Jardim
Botânico do Rio de Janeiro, para servir de guia aos visitantes…Rio de Janeiro, Typ. Leuzinger, 1894. Reg. 210/58
Brabourne, Lord. The Birds of South America London, 1912-17. Reg. 73-74/58
Coudreau, Henri. Voyage au Yamundá 21 janvier à 27 juin 1899. Paris, A. Lahure, 1899. Falta o registro 282/90
Cramer, Pierre. Pappilons exotiques des trois parties du monde. L´Asie, l´Afrique et l´Amerique rassemblés
et décrits…Amsterdam, 1779-1791. Falta o registro 829/61
Darwin, Charles. A monograph on the sub-class Cirripedia, with figures of all the species…London, Ray Society,
1851-1854. 2v.Reg. 125-126/61
Engler, Adolf. Die naturlichen pflanzenfamilien…Leipzig, Wilhelm Engelman, 1887-1909. Falta o registro 216/59
Estados Unidos. Pacific Railroad Survey. Reports of explorations and survey to ascerta in the most
praticable…Route for a railroad from Mississipi Rivers to the Pacific Ocean. Washington, 1853-1859. 18v. Reg. 70-87/65 (Encadernados juntos)
Estados Unidos.Geographical and geological explorations, and surveys west of the one Hundredth Meridian. Report
upon geographical and geological explorations and surveys west…Washington, Printing Office, 1875. Reg. 240/61
Feuillés, Louis. Histoire des plantes medicinales. Qui sont plus em usage aux Royaymes du Peru & du Chily dans
l´Amérique Meridionale…[1725?]. Reg 341/60
Gaertner, Joseph. De fructibus et seminibus platarum…Stutgardiae, Typis Academiae Carolinae, Tupingae,
Typis Guilielmi Henrici Schrammii, 1788-91. Falta registro 59/60 22/12/2008
Goeldi, Emílio Augusto. Ensaio sobre o Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira; mormente em relação às suas viagens
na Amazônia sua importância como naturalista. Belém, Alfredo Silva, 1895. Reg. 712/57
Goeldi, Oswaldo. 10 gravuras em madeira. Rio de Janeiro, Off. Graf. Pongetti & Cia, 1930. Reg. 1265/60
Goode, George Brown. The fisherey industries of the United State…Washington, Government Printing Office, 1884. Reg. 1166/61
Holbrook, John Edwards. North american herpetology or a description of the reptiles inhabiting the United States…
Philadelphia, J. Dobson, 1836. Reg. 137/61
Huebner, Jacob. Sammlung exotischer schnetterlinge errichtet von Jacob hubner (1806)…Neue engliche facsimile
ausgabe…von P. Wytsman mit ammerkungs – Text von W. F. Kirby …Brussel, V. Verteneuill und L. Dsmet, 1894-1908. Falta o registro 828/61
Kidder, Daniel Parish. Sketches of residence and travels in Brasil, enbrancing historical and geografical notices
of the Empire at is several provinces. Philadelphia, Serin & Ball; London, Wiley & Putnam, 1845. 2v. Reg.204-205/57
Koningsberger, J. C. Java zoologisch en biologisch…Buitenzorg Drukkerij Dep., 1911-1915. 9 fasc. Falta o registro 595/61
Luciani, Arturo. O Estado do Amazonas (Brasil)…Genova, A. Motofarno, 1899. Reg. 3339/75
Oberthur, Charles. Études de lipedoptérologie comparée…Rennes, Imp. Oberthur, 1917. Reg. 225/66
Poeppig, Eduard. Reise in Chile, Peru und auf dem amazonenstrone wahrend der jahre. Leipzig F. Fleischer, 1835-6.
Falta o registro 739/61
Ralph, Thomas Shearman. Ícones carpologicae. London, 1849. Reg. 35/60
Seitz, Adalbert. Lês macrolépitoptèresdu Globe.Revision systematique dês macrolépidoptères connus a ce jour, publié ane
lê concoms dês spécialistes lês plus renommés…Paris, 1913-27. Falta o registro 17/63
Shaw, George. General zoologie, or systematic natural history…With plates from the first authorities and most select specimens,
engraved principally by Mr. Hearth. London G. Kearsley, 1802. 2v. Reg. 116-117/61
Spix, Johann Baptist von. Serpentum brasiliensium species novae ou histoire naturelle des espécies nouvelles de serpens,
recueillies et observées pendant le voyage dans l´interieur du Brésil dans lês années 1817-1820…écrite d´aprés les notes
du voyageur par Jean Wagler…Monachii, Typis Franc. Seraph. Hübschunanni, 1824. Reg.317/59
Stoll, Gaspar. Representation exactement colorée d´après nature des spectres ou phasmes, des nantes, des sauterelles,
des grillons…Amsterdan, J. C. Sepp et Fils, 1813. 2v. em 1. Reg 730/61
Westwood, John Obadiah. Catalogus of Orthopterous Insects…London, Trustes British Museum, 1859. Reg. 772/61
Wytsman, P. Genera insetorum…Bruxelles, V. Vertenevil et Desmet, 1902-15. 33v. Faltam registros 436/61 e 1277/61.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/ultimosegundo/revistapesquisa/revista_pesquisa.html?www.revistapesquisa.fapesp.br

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Conheça as obras raras furtadas do Museu Goeldi

Juan Peixoto em 9 de Janeiro de 2009 @ 21:22

Conheça as obras raras furtadas do Museu Goeldi

Polícia federal investiga sumiço de livros e infólios da mais antiga instituição de pesquisa do Norte do país Edição Online - 05/01/2008
Pesquisa FAPESP - © Museu Goeldi

Página de livro sobre borboletas de Pierre Cramer: um dos 65 exemplares de obras raras furtadas do museu
Em dezembro foram furtados 40 títulos (65 exemplares) da Coleção de Obras Raras da Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, do Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belém, Pará. As publicações da mais antiga instituição de pesquisa do Norte do Brasil datam dos séculos XVII, XVIII e XIX. Dentre elas, destacam-se infólios de Des Murs, Hernandez, Meriaen, Mikan, Piso, Pohl, Sagra, Spix e Wied-Neuwied. “O valor monetário calculado para o infólios roubados é de US$ 200 mil”, avalia o diretor em exercício do Goeldi, Nelson Sanjad. Infólios são folhas de impressão dobradas ao meio que geram cadernos de quatro páginas.

■ Conheça a lista das obras roubadas

■ Veja fotos das obras roubadas

O furto foi descoberto durante treinamento para manuseio e curadoria das coleções no dia 17 de dezembro, de acordo com informações da Agência Museu Goeldi. No dia seguinte, três delegados da Policia Federal iniciaram a investigação do caso, com a instauração de inquérito policial. Servidores, funcionários, bolsistas e funcionários terceirizados do museu serão ouvidos. Abriu-se uma sindicância interna e os órgãos que atuam no combate ao comércio ilegal de obras raras foram avisados.

O Museu Goeldi tem 142 anos e é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A instituição produz, organiza e difunde conhecimentos e acervos sobre os sistemas naturais e socioculturais da Amazônia. Seu acervo é composto por 2 mil obras raras – incluindo as furtadas – que focalizam a natureza e as culturas das Américas Central e do Sul, com ênfase na Amazônia e outras regiões do Brasil.

“Há duas marcas que distinguem todos os livros furtados: um carimbo e uma marca d’água da biblioteca, colocados sempre na página de rosto. Em alguns livros, o carimbo também aparece em outras páginas”, diz Nelson Sanjad. Informações sobre as obras devem ser encaminhadas à Polícia Federal (tel. 91-3214-8014)ou ao Museu Goeldi (91-3274-1811).

“A Interpol já foi acionada e também pedimos ampla divulgação para o Conselho Internacional de Museus (Icom), International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla), American Library Association (ALA), Museum Security Network e Antiquarian Book Association of America (ABAA)”, conta Sanjad. “Vamos iniciar agora a divulgação para as casas de leilão, inclusive as que funcionam na internet.” No site do museu há mais informações sobre o roubo.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/ultimosegundo/revistapesquisa/revista_pesquisa.html?www.revistapesquisa.fapesp.br

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75 mortes por raios em 2008 no Brasil

Juan Peixoto em 9 de Janeiro de 2009 @ 21:20

75 mortes por raios em 2008 no Brasil

Número de vítimas fatais é o maior da década; pela primeira vez são registrados óbitos de pessoas falando em celulares conectados à rede elétricaEdição Online - 08/01/2009
Pesquisa FAPESP - © Elat

Em 2008. foram registrados mais de 60 milhões de descargas elétricas no país
Levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, interior paulista, contabilizou um recorde negativo em 2008: houve em todo o país 75 mortes causadas por raios, duas a mais do que em 2001, ano desta década que, até então, contabilizava o maior número de óbitos por descargas elétricas. Estado mais populoso, São Paulo registrou o maior número de mortes (20). Em segundo lugar, ficou o Ceará, com 7 óbitos, seguido de Minas Gerais (6), de Alagoas (6) e do Rio Grande do Sul (5).

Houve três casos de mortes de pessoas que foram atingidas por descargas elétricas enquanto falavam em celulares cuja bateria estava sendo carregada na rede elétrica. “É a primeira vez que registramos esse tipo de caso”, diz o meteorologista Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat. “Não sabemos se foi apenas uma coincidência ou se esses casos refletem uma nova realidade.”

Mortes de pessoas falando em telefones fixos em dias de tempestade acontecem há tempos, mas, com o aumento no número de celulares no país e a constante necessidade de recarregar a sua bateria, esse novo tipo de ocorrência pode se tornar mais frequente. A dica é não usar o celular conectado na rede de energia, sobretudo em dias de chuva.

A crença popular de que a maioria das vítimas de raios estava jogando futebol ao ar livre num dia de tempestade não bate com os números do Elat. “Apenas 4 das 75 mortes de 2008 ocorreram dessa forma”, comenta Pinto Junior.

De acordo com o estudo, caíram em 2008 no Brasil mais de 60 milhões de raios, índice superior ao verificado em 2007 e à média histórica. Quase dois terços das descargas (63%) desabaram sobre áreas rurais e o restante atingiu zonas urbanas (22%), rodovias (10%) e a faixa litorânea (5%). O aumento de incidência das descargas foi maior na regiões Norte e sobretudo no Nordeste. O Sudeste continua sendo a região em que mais caem raios, 39% do total. A seguir, figuram o Nordeste (32%), Sul (15%), Centro-Oeste (9%) e Norte (5%).

Os pesquisadores do Elat calcularam que, no ano passado, a chance de uma pessoa ser atingida por um raio foi de uma em 2,5 milhões.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/ultimosegundo/revistapesquisa/revista_pesquisa.html?www.revistapesquisa.fapesp.br

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