Arquivo de Maio de 2008

A utilização do acervo da biblioteca Escolar

Juan Peixoto em 17 de Maio de 2008 @ 17:03

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Universidade Federal de Goiás
Faculdade de Letras – Pós-graduação em Letras e Lingüística
Curso: Discurso e Ensino – Tópicos em Lingüística Aplicada

Professores: Dr. Agostinho Potenciano de Souza e Dra. Eliana Melo Machado Moraes

A utilização do acervo da biblioteca Escolar1
Sônia Maria Domingos Fernandes2

RESUMO: O objetivo deste trabalho é analisar o uso dos acervos da biblioteca escolar. Esta análise teórica mostrará a importância em estimular o interesse pelos livros, adquirir o hábito de leitura entre os estudantes, professores regente e dinamizadores de biblioteca e incentivar e sensibilizar a comunidade escolar no uso deste espaço para a importância de formar leitores críticos.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas escolares, reflexão, incentivo à leitura, livros e Cantinhos de Leitura
ABSTRACT: The aim this work is to analyze the use of the school library’s collection. This theoretical analyze will show the importance to stimulate interest a bait different readings and to acquire the habit of reading awing the students, teachers and drivers rulers hips of libraries in the incentive and awareness the community school the use of this space to the importance to for in critical readers.
KEY WORDS: school libraries, reflexion, incentive to reading, books and corns of the reading.

1. Introdução
Longe de constituir mero depósito de livros, a biblioteca escolar é um centro ativo de aprendizagem.
Nunca deve ser vista como mero apêndice das unidades escolares, mas como núcleo ligado ao pedagógico.
A Bibliotecário trabalha com os educadores e não apenas para eles ou deles isolados.
Integrada à comunidade escolar,
a biblioteca proporcionará a seu publico leitor
uma convivência harmoniosa com o mundo das idéias e da informação..
Graça Maria Fragoso
1 Trabalho de conclusão da disciplina Discurso e Ensino – Tópicos em Lingüística Aplicada, apresentado para avaliação.
2 Graduada em Letras e especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Salgado de Oliveira. Professora da Secretaria Estadual de Educação de Goiás. Assessora da Superintendência de Ensino Fundamental. E-mail: sonia_domingos5@hotmail.com
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São muitas, mas invariavelmente distorcidas, as visões que se costuma ter de uma biblioteca. Ora é lugar sagrado, onde se guardam objetos também sagrados, para desfrute de alguns eleitos, ora, sob uma ótica menos romântica, é apenas uma instituição burocratizada, que serve para consulta e pesquisa, assim como para armazenar bolor, cupins e traças. Possivelmente, aqueles que a freqüentam assiduamente, ela constitui o local do encontro com o prazer de ler, conhecer, informar-se. O fato é que, quando se trata de Brasil e mais especificamente do Estado de Goiás, a maioria das pessoas desconhece o verdadeiro papel de uma biblioteca em suas vidas e, portanto, na vida da comunidade. Essa afirmação se aplica tanto aos usuários potenciais quanto àqueles que de um modo ou outro tem responsabilidade pelo seu funcionamento, como as escolas. Por inúmeras razões, as bibliotecas escolares brasileiras e goianas estão ainda longe de cumprir sua importantíssima função no sistema educacional. Poucas instituições dispõem dos recursos e da visão necessários (duas condições que nem sempre andam juntas…) para manter uma biblioteca digna desse nome.
Mas, será que a comunidade escolar tem sentido a falta de investimento na biblioteca da escola? Será que no cotidiano escolar os alunos têm sentido a falta da biblioteca como apoio às suas necessidades de informação? Como o professor vem utilizando a biblioteca da escola pública? Qual a relação existente entre a atuação do professor, e o uso e o não-uso que os alunos fazem da biblioteca escolar?
O presente estudo não tem como objetivo responder a esses questionamentos, pois todos eles tratam de problemas seculares e que se arrastam e esbarram numa cultura desavisada e em grande parte desinteressada das pessoas e comunidades envolvidas nesse processo. No entanto, podemos colocar em discussão e reflexão qual é o verdadeiro papel das bibliotecas escolares e das possíveis possibilidades para um bom funcionamento desses espaços privilegiados de aprendizagem.
Assim, a escolha dessa temática deve-se a um interesse pessoal/profissional pela questão da leitura e, em especial, como se dá a utilização da biblioteca no ambiente escolar. Tal estudo se constituiu em uma atividade inicial de pesquisa, cuja produção atenda aos requisitos de avaliação final da disciplina cima referida. A proposta deste estudo, portanto, é verificar como se dá a utilização das bibliotecas escolares no Estado de Goiás, bem como, contribuir para ações que visam reverter a situação em que ainda se encontram grande parte dessas bibliotecas.
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2. Fundamentação Teórica
Historicamente o acesso à informação no Brasil sempre foi definido pelo poder aquisitivo. Durante o período colonial (1500 a 1822), os jesuítas fizeram grandes esforços para facilitar o acesso à palavra escrita. Na verdade, foram esforços isolados, pois a educação e a cultura não eram prioridades dos segmentos dominantes do poder.
Logo após esse período, inúmeros governos provinciais tomaram a iniciativa de criar bibliotecas públicas que eram legalmente criadas por um decreto estadual. No entanto a falta de visão dos administradores era grande, pois geralmente não havia previsão da infra-estrutura necessária. Locais improvisados, acervo desatualizado e composto de doações, instalações precárias, carência de recursos humanos adequados, eram algumas das características dessas instituições chamadas bibliotecas. O custo da imagem dessas instituições provocou um retraimento do possível público usuário. A imagem passou a ser negativa e eram comuns as afirmações de que se tratava de um local de castigo ou para uma pequena elite composta de eruditos.
Segundo Chartier e Hébrard (2001), ao longo do século XX, mesmo quando a liberdade de expressão foi consagrada, os discursos sobre a leitura, veiculados pela Igreja Católica, pela escola republicana ou pelos bibliotecários, procuravam controlar o conteúdo das leituras feitas pelos novos leitores produzidos pela democratização da escolaridade.
No aspecto relativo à tradição cultural, o livro não foi considerado um instrumento valioso de disseminação cultural. As oportunidades para ampliar a metodologia do ensino da leitura eram raras, a falta de bibliotecas públicas associada ao custo do livro fazia com que a formação do leitor fosse sempre adiada. O papel representado pelos livros nas escolas e no sistema educacional foi sempre um papel secundário, pois não havia bibliotecas escolares, grande parte dos professores eram leigos e o que prevalecia sempre era a cópia a dicionários e enciclopédias.
Só nas duas últimas décadas do século passado que a história do livro se tornou um dos campos da pesquisa que mais se desenvolveu, sobretudo nas universidades européias e norte-americanas e, mais recentemente, na América Latina. Aumentaram-se as investigações. Foram lançados grandes empreendimentos de histórias nacionais do livro, construíram-se bibliografias e bases de dados, desenvolveram-se projetos interdisciplinares, organizaram-se colóquios, nasceram revistas e páginas na Internet, criaram-se centros de pesquisa.
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O aumento da pesquisa nessa área nos últimos anos é contemporâneo a um fenômeno ainda mais importante: a revolução que o computador e, agora, a Internet e outras redes informáticas estão trazendo aos mais diversos domínios das atividades relacionadas ao livro, afetando todo o seu circuito tradicional, do processo de escrita à edição, da venda à conservação em bibliotecas, da propriedade intelectual até os modos de ler. Nos trabalhos mais recentes sobre a leitura procura-se traçar um panorama das diversas maneiras de ler em cada época, identificando as principais mudanças ocorridas e construindo uma tipologia dos vários modelos de leitores e leituras no mundo ocidental, da Grécia arcaica à atualidade (Cavallo e Chartier, 2001).
A importância da leitura no processo educativo é inquestionável. Essa certeza une pais e professores na convicção de que ler é bom e que, portanto, a criança deve aprender a gostar de ler. Para isso se faz necessário o incentivo da utilização dos acervos das bibliotecas escolares já existentes. Segundo Abreu é preciso reconhecer que a pesquisa escolar é um processo complexo, que exige do aluno certas habilidades. Abreu entende que:
O estudante deve ter familiaridade com a biblioteca, com a localização dos materiais ali reunidos e com os meios existentes para se recuperar informação: catálogos, internet etc. Precisa saber escolher e consultar diferentes fontes de informação e, mais do que isso, precisa ser capaz de localizar e interpretar essa informação, usando mais de uma fonte, dominando técnicas para esquematizar, resumir e parafrasear. (ABREU 2002, p. 27).
Sabe-se que, de um lado, a busca de métodos mais eficientes para ensinar a ler tem sido uma constante nas pesquisas educacionais, propiciando avanços significativos na prática da alfabetização, enquanto, paralelamente, a escola procura trabalhar as competências de leitura, esperando que a criança encontre significados para o que lê. Será que depois de tantos esforços, tanto a escola quanto os programas governamentais de incentivo à leitura, não têm, de maneira geral, conseguido transformar a criança e o jovem que lêem em leitores críticos?
Segundo Orlandi:
Esse pedagogismo que aí se mostra desvinculado de seu contexto social as soluções para os problemas de ensino. Ou seja, decide-se que não se sabe ler e se propõem técnicas de leitura para que se dê conta, rapidamente, dessa dita incapacidade, generalizada, e que alguns até acreditam que seja inata, de que sofre o brasileiro (“brasileiro não lê”) (ORLANDI 1988, p. 30)
Nesse sentido, enxergar a criança, o adolescente e o adulto como sujeitos da cultura, capazes de criar e de reelaborar informações e experiências dentro do processo educativo
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promovido pela escola significa algo mais do que desenvolver habilidades de decifrar o código lingüístico e garantir o acesso ao livro e à informação.
O papel da biblioteca escolar nesse processo de formação do leitor crítico deve ser repensado. Um número significativo de pesquisas tem revelado o equívoco das políticas e das atividades de promoção de leitura que partem do princípio de que o importante é ler, não importa o quê. A biblioteca escolar pode, sim, ser o local onde se forma o leitor crítico, aquele que seguirá buscando ampliar suas experiências existenciais, um espaço de criação e de compartilhamento de experiências, um espaço de produção cultural em que crianças e jovens sejam criadoras e não apenas consumidoras de cultura.
É inegável a importância das bibliotecas na construção da cidadania. Elas armazenam o produto da ciência e da imaginação dos povos, sob a forma destes objetos culturais que chamamos livros, e funcionam, muitas vezes, como a única possibilidade de indivíduos, social e economicamente desfavorecidos, superarem suas limitações. A formação de nosso ficcionista maior, Machado de Assis, comprova isso. No espaço restrito de uma biblioteca o mundo inteiro fica ao alcance da mão, à disposição dos usuários. Em suas estantes, conhecimento, informação, lazer, evasão, entretenimento se oferecem democraticamente, sem restrições, taxas ou preconceitos.
A socióloga e antropóloga francesa, Michèle Petit, vai mais longe ao afirmar em sua obra Elogio à leitura: a construção de si mesmo, que a leitura, sobretudo quando feita nas bibliotecas escolares por jovens das classes mais desfavorecidas, pode ajudar a elaborar o pensamento e a dar uma liberdade maior de comportamento a esses jovens. Comportamento que está para além do destino que já lhes fora traçado. Pode ser também a recuperação da falta do capital cultural que lhes fora inicialmente negado.
3. AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A BIBLIOTECA ESCOLAR
O Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE – criado em 1997, (Portaria n. 584, de 28/04/1997), em substituição a dois outros programas, também voltados para a dotação de acervos para bibliotecas escolares: o Programa Nacional Salas de Leitura (PNSL) e o Programa Nacional Biblioteca do Professor (PNBP). A distribuição de obras às bibliotecas escolares, nos
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anos de 1998, 1999 e 2000, tinha como objetivo receber e armazenar as obras doadas pelo MEC, levando-se em conta o número de matrículas de cada unidade escolar, independentemente de suas condições. Também não havia uma sistemática de acompanhamento pelo poder público das condições de acesso dos alunos ao material distribuído. Recorremos a Chartier para esclarecer o que muitas vezes acontecia nessas bibliotecas:
Talvez eu esteja fazendo uma caricatura, mas estas bibliotecas ficavam apenas entreabertas, empoeiradas; eram, afinal, depósito inertes. Por isso surgem as bibliotecas da sociedade Franklin, da Liga do Ensino, dos Amigos da Instrução Pública, que procuram, tanto pelos objetivos de sua abertura quanto pelos acervos oferecidos, cumprir a função de bibliotecas públicas, populares, abertas àqueles que não ousam ou não querem atravessar as portas da biblioteca municipal (CHARTIER 1998, p. 123).
Com o intuito de solucionar os problemas enfrentados nos programas anteriores (PNSL E PNBP), o MEC fez a opção por distribuir coleções de literatura diretamente aos alunos, a partir do PNBE – Programa Nacional de Bibliotecas Escolares / 2001, com o objetivo de possibilitar o acesso desses alunos e seus familiares a obras de qualidade, representativas da literatura. Essa alternativa reduziria, assim, os problemas de armazenamento das obras e de acesso dos alunos aos livros, uma vez que os alunos e seus familiares tinham a posse do material. Ao lado disso, a proposta pretendia aproximar uma parte da população considerada excluída do circuito cultural, na medida em que aproximava o leitor das práticas de leitura sociais, posto que, de posse das obras, esses leitores teriam acesso ao material independentemente de local e horário e poderiam retornar à leitura quantas vezes fossem necessárias, tal qual um leitor que freqüenta o universo literário.
Segundo Perrotti, essa política, no entanto, não se mostrou tão eficaz:
Seus resultados até o momento não conseguiram contribuir substancialmente para a superação dos graves problemas educacionais e sociais que estão na sua origem. Diferentes indicadores, nacionais e internacionais, que medem o desempenho de estudantes com a língua escrita, vêm, uns após outros, mostrando resultados extremamente insatisfatórios nesse aspecto, problema grave diante do qual os poderes públicos não podem ficar indiferentes e passivos. (Perrotti, 2005, p. 23)
A formação do aluno leitor é preocupação de todas as instâncias educacionais. O governo do Estado de Goiás, consciente do importante papel da escola como transformadora dessa sociedade, como agente de formação de cidadãos leitores, de jovens participativos e críticos, por meio da Secretaria Estadual de Educação, implementou uma política educacional realmente
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comprometida com a melhoria da qualidade do ensino público em Goiás. Buscando promover e disseminar o hábito da leitura, no ano de 2000, por meio do Programa Cantinho de Leitura, as escolas das redes estadual e municipal adquiriram um rico acervo de literatura infantil, propiciando aos alunos momentos prazerosos e enriquecedores da leitura literária, em sala de aula. Este programa atende as crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental com a disponibilização de “cantinhos” de literatura infantil, com, no mínimo, 45 obras de qualidade estético-literária em todas as salas de aula da rede pública.
Abreu entende que:
É inquestionável a utilidade e a importância desse acervo de classe para desenvolver o gosto pela leitura. O que não pode ocorrer, entretanto, é a simples substituição da biblioteca por esse tipo de acervo. Os dois têm objetivos diversos e atendem a necessidades de aprendizagem diferentes . (ABREU 2002, p. 51).
Sabendo da importância do incentivo à leitura o Governo do Estado de Goiás criou o programa de Bibliotecas das Escolas Estaduais, para expansão do conhecimento letrado do aluno. Trata-se de um espaço coletivo que beneficia alunos e professores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, propiciando-lhes condições efetivas de estudos, leituras e pesquisas em todos os campos de conhecimento, atendendo, ainda, às necessidades de atualização dos professores, com a disponibilização de obras didático-pedagógicas, privilegiando, assim, toda a educação básica do Estado.
Segundo Abreu:
A biblioteca não se confunde, portanto, com o acervo de classe. Esse tem uma finalidade especifica e deve continuar existindo, isto é, os livros devem estar sempre perto dos alunos a fim de se cumprir o objetivo de facilitar a aprendizagem da língua. O acervo de classe deve ser bem selecionado e variado e, nesse sentido, a biblioteca deve ser chamada a contribuir para manter o dinamismo que é inerente à coleção de materiais que vão dar suporte a atividades de aprendizagem ricas e diversificadas (ABREU 2002, p. 52).
Chartier (1998) articula algumas reflexões sobre a praxis da leitura no âmbito escolar. Quando questionado sobre o discurso segundo o qual as classes mais jovens se afastam da leitura, afirma que os adolescentes, mesmo os que não são considerados leitores, lêem coisas diferentes do que lhes é cobrado pelo cânone escolar. Chartier declara ainda:
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O problema não é tanto o de considerar como não-leituras estas leituras selvagens que se ligam a objetos escritos de fraca legitimidade cultural, mas é o de tentar apoiar-se sobre essas práticas incontroladas e disseminadas para conduzir esses leitores pela escola, mas também, sem dúvida, por múltiplas outras vias, a encontrar outras leituras (CHARTIER 1998, p.104).
Observa-se, na afirmação do autor acima citado, que a escola, espaço privilegiado do primeiro contato do aluno com o livro, ainda não está preparada e não aproveita essa oportunidade para conduzir a criança e o adolescente no caminho de múltiplas leituras, e principalmente da leitura literária, que os prepararia para o processo de formação do leitor pleno.
De acordo com Perrotti (1993), a questão da formação de leitores na escola abarca, basicamente, o acesso ao livro, a boas fontes de informação e à leitura, e implica na existência dentro da escola, de uma boa biblioteca que funcione de verdade.
Diante do que é colocado por Perrotti, questionamos: Será que a escola que pretende investir na leitura como ato verdadeiramente cultural pode ignorar a importância de uma biblioteca aberta, interativa, com espaço livre para a expressão genuína da criança e do jovem? Situação essa descrita por Silva:
A letargia de certas bibliotecas em promover a leitura causa-nos muito espanto. Isto porque num país de não-leitores todas as agências (incluindo principalmente a biblioteca) devem agir no sentido de fazer com que o hábito de leitura realmente seja instalado. As bibliotecas que se agrupam dentro desta categoria de “espera” somente contribui para com a alimentação da crise da leitura no território nacional (SILVA 1997, p.108)
A biblioteca deve ser, portanto, lugar para se entender e praticar a força espontânea que a leitura crítica proporciona, a leitura que inquieta, que faz pensar e reelaborar um autêntico processo de comunicação, cujo resultado é, sem dúvida, dos mais compensadores para as pessoas nele envolvidas, adultos e crianças, mediadores e leitores em formação.
4. Conclusão
O presente estudo nasceu da necessidade de um maior aprofundamento científico e teórico na busca da reflexão e possíveis soluções para a biblioteca escolar, uma vez que temos visitado centenas de escolas em todo o Estado de Goiás, e quando dessas visitas temos conhecido do funcionamento das bibliotecas de tais unidades. Onde deveria prestar serviços voltados para a educação continuada, fornecendo materiais para todos os assuntos e interesses, e incentivando o
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hábito da leitura o que vemos, na maioria das vezes é um depósito de livros didáticos, novos e usados, dinamizadores de bibliotecas que se contrapõem definitivamente a esse termo, e uma comunidade escolar alheia às possibilidades que esse espaço de aprendizado oferece.
Com base no que foi encontrado nesta pesquisa conclui-se que: a biblioteca é um recurso indispensável para o desenvolvimento do processo ensino aprendizagem e formação do educando/educador; a biblioteca deixa de prestar um grande auxilio nas atividades escolares, no enriquecimento cultural e na formação de cidadãos leitores com uma visão critica, quando ela não cumpre o seu verdadeiro papel de alargar as possibilidades e oportunidades aos seus ausentes freqüentadores; que a biblioteca escolar é o agente de transformação do ensino, na medida em que provoca mudanças pedagógicas na escola. Para que se atinja diretamente os alunos é necessário a aceitação e o desenvolvimento de confiança mútua entre os profissionais que atuam no processo de ensino-aprendizagem.
É necessário realizar atividades integradas com os professores da unidade escolar, pois esses são:
a) o maior elo motivador da leitura para crianças, após as influências familiares, na escola. Portanto, se o professor estiver consciente de seu papel e estimular a leitura estará sempre criando e incentivando o hábito de leitura e, conseqüentemente, o uso de bibliotecas escolares pelos alunos da Educação Básica;
b) exemplo no uso de bibliotecas e favorecem o estímulo aos alunos para utilizarem também a biblioteca;
c) o elo entre biblioteca, livros e alunos, atuando também na seleção de materiais bibliográficos mais adequados para a biblioteca escolar;
d) colaboradores em potencial, juntamente com os dinamizadores das bibliotecas escolares.
Enfim, é importante salientar que através das sessões de pesquisas e de feedback os professores podem revelar informações relevantes que possam confirmar, ou não, as afirmações teóricas e talvez direcionar para ação alternativa que possa efetivar a utilização das bibliotecas escolares. Esse fato sugere a necessidade de maiores investigações nesse contexto, com pesquisas de campo mais detalhadas para um aprofundamento das questões aqui discutidas. Estudo que pretendemos desenvolver no curso de mestrado.
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5. BIBLIOGRAFIA
ABREU, Márcia (org.). Leitura, História e História da Leitura. Campinas, SP: Mercado das Letras: Associação de Leitura do Brasil, 1999.
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BATISTA, Antônio Augusto Gomes e Brandão, Heliana Maria Brina. Programa Nacional Biblioteca da Escola – Subsídios para reformulações. Brasília, 2000.
BENVENISTE, E. O aparelho formal da enunciação. In: ________. Problemas de Lingüística Geral II. Campinas, SP: Pontes, 1989.
CAVALLO, Guglielmo e Chartier, Roger (orgs.). Histoire de la lecture dans lê monde occidental (1ª ed. Em italiano 1995). 2ª ed. Paris :Seuil, 2001 (Tradução para português: História da leitura no mundo Ocidental. São Paulo: Ática, 1998).
CAMPELLO, Bernadete Santos. A Biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. 2. ed. – Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo: Autores Associados / Cortez, 1981.
LAJOLO, Marisa e ZILBERMAN, Regina. A formação da leitura no Brasil. São Paulo: Editora Ática, 1996.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
MUSSALIM, Fernanda & Anna Christina Bentes. Introdução à lingüística: domínios e fronteiras, v.1, 2 e 3. 3. ed. – São Paulo:Cortez, 2003.
OLIVEIRA, Altamar Waldemar Silva. Programas de Bibliotecas das Escolas Estaduais. Gráfica e Editora Bandeirante. Goiânia, 2002.
ORLANDI, E. P. Análise do Discurso – princípios e procedimentos. Campinas: Pontes, 1999.
PENNAC, Daniel. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
PERROTTI, Edmir. Confinamento cultural, infância e leitura. São Paulo: Summus, 1993.
ROJO, Roxane e BATISTA, Antônio Augusto Gomes. Livro didático de língua portuguesa, letramento e cultura da escrita. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. A leitura nos oceanos da Internet. São Paulo: Cortez, 2003.
________. Leitura e realidade brasileira. 5.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.

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Organização de Arquivo - Curso Básico - VIA INTERNET - 28 a 31 de Maio.

Juan Peixoto em 17 de Maio de 2008 @ 15:30

Se você pretende fazer um curso de organização de Arquivos e em sua cidade não é oferecido, a ACERVO proporciona condições para você participar do curso VIA INTERNET, utilizando a mais moderna ferramenta para ensino ‘a distância, o software MOODLE.

A única exigência é possuir acesso a internet banda larga, o horário você decide qual quer fazer, o curso fica disponível 24 horas por dia, e conta com apoio online do instrutor através de vários Bate-Papo pré-agendado.

Faça sua inscrição, temos turma programada para o período de 28 a 31 de Maio. Garanta sua participação e organize o Arquivo de sua empresa.

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Curso Como organizar e implantar Centro de Documentação/CEDOC

Juan Peixoto em 17 de Maio de 2008 @ 15:18

Realizado nos dias 15 e 16 de Maio, o curso com 37 participantes, foi mais um evento realizado com sucesso pela Acervo, com participantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Sergipe, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Santa Catarina, proporcionou conhecimentos para planejar a implantação e organização do Centro de Documentação.

Expectativas atendidas, como relatou as participantes:

_Juan e equipe Acervo, o curso foi excepcional! Aproveitei e aplicarei muito. Leandra Zamboni da empresa Solleone Eventos e Apoio Administrativo de Florianópolis/SC.

_Gostaria de deixar minha satisfação enorme de sair do Rio de janeiro para ter um curso de ótima qualidade e abrir mais ainda a minha visão quanto a organização de um CEDOC. Ultrapassou minhas expectativas. Erica Storino de Magalhães Lopes, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ.

_O curso foi bastante proveitoso, será de utilidade no desenvolvimento das atividades diárias. Lilian Cristina da empresa Space Tecnologias em Serviços, Uberlândia/MG.

Durante o curso foi apresentado o software SAFE-DOC que a Acervo utiliza na digitalização de documentos, foi um ponto alto do curso, proporcionando aos participantes o conhecimento de uma nova ferramenta para Gestão Eletrônica de Documentos.

Se você pretende participar da próxima turma, fique atento a nossa agenda, nos dias 28 e 29 de Agosto em São Paulo, 19 e 20 de Agosto em Brasília/DF e 24 e 25 de Julho em Salvador/BA, garanta sua vaga, faça sua inscrição.

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Seminário sobre A Gestão dos Saberes e do Conhecimento na Inovação e Desenvolvimento Sustentável

Juan Peixoto em 17 de Maio de 2008 @ 14:52

InterLogos ES 2008
Vitória – ES

26 e 27 de junho de 2008

Seminário sobre A Gestão dos Saberes e do Conhecimento na Inovação e Desenvolvimento Sustentável
Evento destinado ao Gestor Informacional e Organizacional Administradores, Consultores, Bibliotecários, Arquivistas, Analistas, Profissionais de TI e Qualidade que buscam histórico de sucesso e melhores práticas com tecnologias e metodologias para projetos de Gestão do Conhecimento, Informação e Documento.

PROGRAMA - Quinta-feira 26 de junho de 2008

Mesa de Abertura

Palestra de abertura

A EMPRESA ESSENCIAL - uma apologia do Simples
Um modelo de sustentabilidade de Empresas baseado em Gestão de Conhecimento e qualidade de vida

Roberto Francisco de Souza – Minas Gerais – Diretor Geral da PLANSIS Software de Belo Horizonte. Engenheiro de formação, dedicou-se desde cedo questões de Educação e Gestão de Conhecimento, e foi professor da PUC MINAS. No terceiro Setor foi Vice-Presidente de Ação Social da SUCESU MG por 10 anos, presidiu associações de Apoio a Adolescentes em regiões de Risco em BH e é Presidente do Comitê para a Democratização da Informática CDI, ONG dedicada à causa da Inclusão Digital. Durante os último 20 anos, dedicou-se a concepção e implementação do Modelo de Gestão A EMPRESA ESSENCIAL e a ferramentas que suportem este modelo.

Abordagem: Durante os últimos vinte anos o autor se dedicou a desenvolver, para sua própria empresa e para o mercado, um modelo de Gestão de Negócios inteiramente baseado em Gestão de Conhecimento e Qualidade de Vida. A palestra aponta caminhos para esta gestão, ao mesmo tempo em que analisa o foco em resultados.

O modelo, que se transforma agora em livro, é uma proposta concreta e estruturada para a Gestão do Conhecimento nas organizações, partindo de cinco diferentes pontos de vista: A Gestão essencial do Ambiente; da documentação; da Tecnologia; de Pessoas; da Comunicação interna e externa.

Os princípios da EMPRESA ESSENCIAL foram aplicados em um caso real durante vinte anos. Com eles se cria as estratégias que permitam a uma Empresa tornar-se essencial, ou seja, leve e focada em seu negócio final, com resultados e qualidade de vida. Torna-se então uma metodologia prontamente aplicável e, além disso, suportada por um conjunto de soluções de software que suporta o modelo.

Palestra: Inteligência Competitiva na Prática. A experiência dos Correios no Espírito Santo

José Sérgio Resende Casagrande – Espírito Santo - Engenheiro Civil e Administrador Postal, especialista em marketing Estratégico. Atualmente desempenhando a função de Assessor Técnico Regional e exercendo, paralelamente, a Presidência do Comitê Regional para a Lucratividade e Produção, com foco nas áreas de negócios e operações, na Diretoria Regional dos Correios no Espírito Santo. Na ECT exerceu ainda as funções de Gerente de Administração, Gerente Técnico englobando as áreas de sistemas e Engenharia, Gerente de Transportes e Gerente de Vendas. Entre 1999 e 2002 exerceu a função de Diretor Regional Adjunto, acumulando no ano de 2001 a Diretoria dos Correios. Responsável pela implantação do Comitê Regional da Gestão do Conhecimento e do Sistema de Inteligência competitiva. Assessor Técnico Regional - ECT/DR/ES.

Abordagem: O sistema de inteligência no contexto da Gestão do conhecimento, Abordagem conceitual de um sistema lógico de inteligência, A obtenção da vantagem competitiva e dos resultados a partir do Sistema de Inteligência. A implantação da Inteligência Competitiva na Diretoria dos Correios do Espírito Santo.

Palestra: A inteligência coletiva e a construção de portais corporativos

Charlley Luz – São Paulo - é publicitário e arquivista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especialista em projetos de Ciência da Informação em portais corporativos, atuou como atendimento, mídia e planejamento em agências de propaganda por mais de dez anos, atendendo campanhas publicitárias para empresas e organizações no RS. Na área de internet iniciou seu trabalho na wwwriters em 1999 com a elaboração de projetos de ambientes digitais, através da arquitetura de informação e conteúdo. É consultor de Ciência da Informação e Comunicação da Plena Consultores, trabalhando em projetos para empresas como CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias, Toyota do Brasil, Light Energia, Suzano Papel e Celulose, Contax, oas Construtora e Sebrae Nacional, entre outros. Atualmente desenvolve também pesquisas acadêmicas na área de Ciência da Informação.

Abordagem: O incentivo à colaboração, responsável pelo registro de inovação, do conhecimento tácito e pela circulação de informações nos ambientes empresariais ou estatais é um dos pilares da gestão do conhecimento. E a colaboração se dá através de ambientes digitais que possibilitam a participação, como nos portais corporativos e seus elementos como governança, arquitetura de informação, plataforma tecnológica e a estruturação da informação (taxonomia e metadados). A arquitetura da participação é a forma de planejar a colaboração no portal corporativo, transformando a inteligência coletiva da participação em um ativo de negócio.

Palestra: Os Arquivos e os desafios de um mundo em mudanças

Marilena Leite Paes – Rio de Janeiro - Arquivista, Bibliotecária e Técnica de Administração, freqüentou vários cursos de especialização no campo da Documentação e, em particular, na área de Arquivologia, dentro da qual vem desenvolvendo suas atividades profissionais desde 1958. Coordenadora - Geral do Arquivo Central da Fundação Getúlio Vargas, desde a criação e implantação de seu Sistema de Arquivos, em 1961, de cujo projeto é co-autora, até dezembro de 1993. Em maio de 1988, foi designada para o cargo de Vice-Diretora do Instituto de Documentação da Fundação Getúlio Vargas, acumulando as duas funções até 1993, quando deixou os quadros daquela instituição. A partir de 1964 vem se dedicando ao ensino das técnicas de Arquivo, ministrando cursos e proferindo palestras em diversas instituições públicas e privadas. Em julho de 1994 foi convidada pelo Diretor - Geral do Arquivo Nacional para coordenar a implantação do Conselho Nacional de Arquivos e do Sistema Nacional de Arquivos, onde exerce o cargo de Coordenadora até a presente data. Publicou inúmeros trabalhos, artigos, manuais e o livro Arquivo:teoria e prática, que está na sua 3ª edição. Programa-se para o segundo semestre de 2008 o lançamento da 4ª edição revista e ampliada.

Abordagem: Trata-se de uma reflexão sobre um fenômeno da modernidade – velocidade versus avanços tecnológicos – e como essa realidade atinge o universo daqueles que têm como matéria-prima de seu desempenho profissional a informação, com destaque para o papel dos arquivos face aos desafios tecnológicos, como também sobre o perfil do profissional capaz de responder a tais desafios.

Palestra: Resgate da Memória na Gestão do Conhecimento

André Malverdes – Espírito Santo - Bacharel em Arquivologia e História, Especialista em História Social do Brasil e Mestre em História Social das Relações Políticas todos pela Universidade Federal do Espírito Santo. Presidente da Associação dos Arquivistas do Estado do Espírito Santo (AARQES), Secretário da Associação Nacional de História Regional ES (ANPUH-ES), Diretor Cultural da Sociedade Brasileira da Gestão do Conhecimento Seção ES (SBGC-ES). Arquivista da Prefeitura Municipal de Serra. Consultor em organização de arquivos e pesquisa histórica para empresas públicas e privadas.

Abordagem: A palestra apresenta o trabalho de memória institucional na Junta Comercial do Estado do Espírito Santo (JUCEES) e o resultado da pesquisa com produtos como: uma exposição e a galeria dos ex-presidentes. O palestrante apresenta, ainda, o trabalho da organização da documentação do Sindicomerciários e implantação do
Centro de Memória dos Trabalhadores do Comércio que resultou no lançamento de um livro em comemoração aos 75 anos da instituição. Por fim, o palestrante apresenta a pesquisa sobre a história das salas de cinema junto aos arquivos pessoais dos ex-proprietários e a sua utilização no resgate da história local com o lançamento do livro: “No escurinho dos cinemas: a história das salas de exibição na Grande Vitória”.

PROGRAMA – Sexta – feira 27 de junho de 2008

Palestra: Biblioteca Virtual. A construção de serviços e produtos em ambientes digitais nas bibliotecas brasileiras como instrumento de difusão do conhecimento

Luiz Atílio Vicentini - São Paulo - Graduação: Biblioteconomia e Documentação Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos – São Paulo; Pós-Graduação Sistemas Automatizados de Informação Científica e Tecnológica PUCCAMP- Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Gestão de Negócios e Tecnologias de Informação Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação de Getúlio Vargas. É Coordenador do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP; Presidente do Órgão Colegiado do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP; Coordenador da Biblioteca Digital da UNICAMP; Membro Gestor do Consórcio CRUESP Bibliotecas (Conselho de Reitores da Universidades Estaduais Paulistas) UNICAMP-USP-UNESP; Conselheiro pela região Sudeste – São Paulo da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias – CBBU.

Abordagem: – Apresenta o panorama das Bibliotecas Brasileiras no momento que passam por um período de transformações tecnologias influenciando fortemente na construção de bibliotecas digitais, apresentando, o estágio atual e as perspectivas de futuro, quais as mudanças ocorridas na Universidade com a implantação desse novo instrumento de difusão do conhecimento, além de apresentar as mudanças estruturais no processo de tramitação dos objetos digitais para consolidar as iniciativas inovadoras, o estabelecimento de novas políticas de gestão e a perspectiva do estabelecimento de novas parcerias estreitadas com a constante troca de conhecimento. Avalia como essas transformações influenciarão nos serviços e produtos especializados para a comunidade acadêmica. A construção de novos serviços mediante a construção e consolidação de serviços e produtos de convergência digital, buscando o desenvolvimento de projetos e uma série de mudanças nos processos internos das bibliotecas com ênfase maior no conteúdo digital e na rápida disseminação do conhecimento registrado.

Palestra: Digitalização Registrada - Agora você pode descartar documentos com segurança através de ordenamento jurídico para descarte definitivo de documentos

Alexandre Maiali – São Paulo – MBA pela Califórnia State University em Gerenciamento Estratégico Global (Global Strategic Management) MBA pelo Ohio State University em Estratégia Internacional de Negócios (International Strategic Business), membro da International Who´s Who of Professional Management Foundation – Jacksonville (USA); Consultor da ONU para tecnologia aplicada a gestão fiscal. Pós-graduação pela Fundação Getúlio Vargas em Tecnologia da Informação e Gestão Estratégica de Negócios, Pós-graduação pela Universidade São Francisco em Administração, Bacharel pela UNICAMP em Matemática Aplicada e Computacional. Membro do Conselho de Logística Nacional da Federação do Comércio do Estado de SP – Cadeira de Tecnologia da Informação, Coordenador responsável pela implantação do sistema de Workflow da Assembléia Legislativa de São Paulo. Ganhador do ISO 9002 pela Germanicher Lloy da Alemanha como modelo de gestão legislativa, Coordenador responsável pela implantação do sistema GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos e Workflow na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, no projeto de Prevenção da Mata Atlântica, com recursos financeiros da Alemanha; Coordenador responsável pela implantação do sistema GED e Digitalização de Notas Fiscais, para o combate à sonegação fiscal nas fronteiras estaduais no Estado do Espírito Santo, com recursos financeiro do PNUD – ONU; Gestor junto as Secretarias de Fazenda estaduais e municipais na obtenção de Regimes Especiais para os mais diversos clientes.

Abordagem: Como substituir os documentos em papel por documentos eletrônicos, com pleno valor jurídico.

A Digitalização Registrada ® : A legislação obriga a guarda de documentos por longo prazo e, digitalizá-los e ou autenticá-los não atende a obrigação legal de guarda dos documentos, o que fazer? Temos a resposta através da Digitalização Registrada ®. Aprenda o que significa translação do documento original do suporte papel para o suporte digital e seu registro para guarda permanente e fácil consulta. Na Digitalização Registrada ® os documentos digitais são preservados como originais e com valor jurídico de original autentico, não como cópia autenticada, digitalizada ou micro filmada.

Temas complementares:

· Validade jurídica e força probatória;

· Aceitação por parte de entidades públicas;

· Vulnerabilidades e necessidades do ambiente eletrônico;

· Principais aplicações da Digitalização Registrada ® e a Contabilidade Eletrônica;

· Digitalização Registrada ® e a Contabilidade Eletrônica e o GED;

· Segurança no armazenamento de documentos eletrônicos;

· Cases de empresas no Brasil.

Palestra: Modelos de planejamento de sistemas de da informação, aspectos essenciais

Rogério Henrique de Araújo Júnior – Brasília Doutor em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília e professor adjunto do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da mesma Universidade. É membro do grupo de pesquisa Inteligência Organizacional e Competitiva registrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq e da Comissão de Avaliação da Área de Arquivologia do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do Ministério da Educação (INEP/MEC). Atualmente é Coordenador do Curso de Especialização em Inteligência Organizacional e Competitiva na Sociedade da Informação e Gerente do Programa de Comutação Bibliográfica - COMUT do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT/MCT.

Abordagem: Apresenta os aspectos básicos que contribuem para a montagem e avaliação de modelos de planejamento de sistemas de informação. A argumentação está pautada no fato de que planejar sistemas de informação é estabelecer, sob bases sólidas, o futuro desenho do modelo de gestão da informação que irá subsidiar a organização em seu desenvolvimento. Assim, o modelo de planejamento a ser utilizado deve estar amparado no diagnóstico da situação atual, onde ação e estratégia estão submetidas à realidade dos sistemas de informação nas organizações. Conclui que o planejamento de sistemas de informação deve estar integrado e voltado para a ordenação dos requisitos organizacionais na realização dos meios propostos, além de subsidiar o processo decisório no atendimento proativo das necessidades de informação dos usuários.

Encerramento e Conclusões – A Era da Conectividade e Convergência na Gestão da Informação e Conhecimento

Romoaldo Zacarias – São Paulo - Bacharel em Ciências Contábeis, Analista em Organização e Sistema e Métodos, Bacharelando em Ciências Jurídicas – Direito, Especialista em Gestão do Conhecimento e Informação e Documento com formação em instituições como Fundação Álvares Penteado – SP e FGV – RJ e FAESA – Faculdade Espírito Santo - ES. Prêmios: Profissional do Ano 1998 CENADEM, Best Choice Lótus / IBM – Brasil 1998, 1999, 2000 e 2001 e Finalista do Best Choice 2002 – Orlando USA – Categoria Knowledged Management. Diretor da SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, Assessor da Associação dos Arquivistas do Espírito Santo. Diretor do Instituto UniLógos de São Paulo. Palestrante e instrutor com aproximadamente 4.000 profissionais treinados e consultor em mais de 560 Projetos Organizacionais e Informacionais.
Abordagem: Convergir e conectar para sobreviver uma mensagem para o futuro criativo e inovador no GED, no Workflow, no BSC e na Legalização do Documento Digital.

Informações e Inscrições para o evento Interlogos ES 2008

Vitória, 26 e 27 de junho de 2008

Informações pelos telefones (27) 3223-4537 (de 14.00 às 18.00 hs, a partir do dia 05 de maio)

(27) 9907-5955 ou (27) 9249-2367 ou pelo e-mail: interlogos2008es@gmail.com

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Local do Evento: FAESA – Auditório – Av. Vitória – Vitória – ES

Horário do Evento: de 09:00 às 18:00 horas

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Valores do Investimento

Como Participar: Depósito bancário em nome de: Associação dos Arquivistas do Estado do Espírito Santo – AARQES

- CNPJ 07.786.595/0001-00 - Inscrição Isenta –

Endereço: Av. Alziro Zarur 470 – s/loja 06 Mata da Praia - Vitória – Espírito Santo CEP: 29.060-350

Dados Bancários:

CEF Caixa Econômica Federal agência 662-UFES, Operação 003, conta corrente 213-0

DESCRIÇÃO
Pagamento de

01/maio/08 a 30/maio/08
Pagamento do dia

16/maio/08 a 16/junho/08
Pagamento a partir de 17/junho/08

Profissional - Empresarial ou Individual
R$ 250,00
R$ 350,00
R$ 450,00

Estudante de Pós-graduação
R$ 100,00
R$ 150,00
R$ 250,00

Estudante de Graduação
R$ 60,00
R$ 80,00
R$ 150,00

Nestes valores estão inclusos: Material didático, Certificado e Coffee-break.

Os associados da AARQES–Associação dos Arquivistas do Espírito Santo e associados da ENARA – Executiva Nacional das Associações Regionais de Arquivologia, em dia com a anuidade, terão 20% de desconto para inscrição de pessoas físicas.

Para confirmação da inscrição: Enviar para a AARQES – Associação dos Arquivistas do Estado do Espírito Santo

e-mail: interlogos2008es@gmail.com as seguintes informações: Copia do comprovante de deposito bancário e dados do inscrito: Nome completo do participante, Empresa ou Instituição, Cargo/ profissão, Telefone e e-mail, Data de depósito e número de autenticação bancaria.

Estudantes devem enviar com o comprovante de deposito bancário, o comprovante de pagamento da mensalidade ou comprovante de matrícula de 2008 As inscrições somente serão válidas após análise dos documentos acima solicitados.

Atenção: Não haverá devolução de valores para o inscrito desistente. O inscrito poderá ser substituído por novo participante, com 48 horas de antecedência, quando informado via e-mail.

COMISSAO ORGANIZADORA: André Malverdes malverdes@gmail.com Todeska Badke todeska@planetarium.com.br

Realização

Patrocínio e Apoio

LANÇAMENTO DO LIVRO

Gestão do Conhecimento em Organização: Proposta de mapeamento conceitual integrativo

Autor: Rivadávia Correa Drummond de Alvarenga Neto

Datas de lançamento

[Mensagem cortada]


Andre Malverdes
Arquivista da Prefeitura Municipal de Serra/ES
Professor do Departamento de Ciência da Informação/UFES
Presidente da Associação dos Arquivistas do Estado do ES
Secretário da Associação Nacional de História Seção ES
Diretor da Sociedade Brasileira para Gestão do Conhecimento Pólo ES
Mestre em História Social das Relações Políticas
Especialista em História Social do Brasil
Arquivista e Historiador
Tel: (27) 3317-1684 / 9907-5955

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Museu da informática em Paris conta a história da Era Digital

Juan Peixoto em 11 de Maio de 2008 @ 21:49

Sexta, 2 de maio de 2008, 14h05 Atualizada às 13h59

Museu da informática em Paris conta a história da Era Digital

Lúcia Jardim
Direto de Paris

Lúcia Jardim/Especial para o Terra

Museu de Informática inaugurado em Paris tem até o primeiro computador comercial Apple

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O começo da Era Digital já está virando peça de museu. Pela primeira vez na Europa, um Museu da Informática abre as portas para contar como os primeiros computadores evoluíram de grandes e pesadas máquinas que desenvolviam apenas cálculos matemáticos, no início do século 20, até os notebooks de hoje, que podem pesar menos de um quilo e ao mesmo tempo armazenar dezenas de gigabits em dados.

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Não foi fácil para Philippe Nieuwbourg convencer o meio cultural de Paris de que a hora de abrir um museu de informática havia chegado. “Passei cinco anos tentando todo o tipo de contato possível, mas todo mundo dizia que as palavras museu e informática simplesmente não combinavam”, recorda. Apaixonado por Internet, ele decidiu então apresentar o projeto à iniciativa privada e no ano passado conseguiu nada menos do que o último andar do Grande Arco de la Défense, o monumento-símbolo do bairro mais moderno da capital francesa, para apresentar uma exposição.

Atmosfera mais perfeita para falar da história da Era Digital, impossível. “Comecei com a exposição de um acervo pessoal e na medida em que a idéia foi se disseminando, pessoas e empresas do mundo todo me procuraram para negociar aparelhos antigos”, lembra. O sucesso de 250 mil visitantes foi suficiente para convencer os proprietários do espaço a abrigar definitivamente o museu. Até então, apenas os Estados Unidos dispunham de um museu do gênero.

Inaugurada na semana passada, a coleção permanente de quase 300 peças é capaz de detalhar passo-a-passo da história digital ao longo de um século. A mostra se inicia pelas calculadoras mecânicas industriais, com cerca de 14 quilos cada e que, a partir da década de 40, passaram a ser alimentadas por lâmpadas. Com a eletricidade, eram capazes de realizar cálculos mais complexos até que durante a Segunda Guerra Mundial os serviços de informação do Eixo e dos Aliados desenvolveram equipamentos que gravavam dados criptografados. Era o início dos editores de texto.

Na época, um computador era alimentado por 70 mil lâmpadas internas e pesava em média 27 toneladas. Após a guerra, os norte-americanos perceberam que aquele poderia ser apenas o começo de uma mina interminável de descobertas e decidiram investir a fundo na informática. Na década de 50, criaram os primeiros computadores, tão pesados e incipientes que ocupavam uma sala inteira para apenas uma máquina. “Cada armário correspondia ao que hoje é um circuito. Um armário era o disco rígido, outro captava informação, outro a processava e um quarto a imprimia”, explica Nieuwbourg, um ex-jornalista e viciado no assunto. A impressora funcionava por meio de um esquema interno de mini-martelos, que batiam na letra desejada e assim transmitiam o dado do computador para o papel. “Era um barulho ensurdecedor. Hoje quando alguém reclama da sua impressora barulhenta é porque não consegue imaginar como o simples fato de imprimir era um pesadelo no início da informática.”

A partir de então, o tamanho e o peso dos computadores foi diminuindo ano após ano. O disco rígido - que era, literalmente, formado por discos - já conseguia guardar 7 Mb no início dos anos 70. Os norte-americanos lideravam no desenvolvimento de novos produtos, mas foi um francês, François Gernelle, quem inventou o Micral, o primeiro micro-computador com finas placas de silício para armazenar os dados, em 1971.

Em 1973 foi criado o americano Osborne, o primeiro computador portátil - embora seus 12 quilos da época não permitissem muita mobilidade. “A idéia era de agrupar toda a sala de informática de 10 anos antes em um só aparelho móvel. Ele não tinha nem bateria, nem disco rígido, mas na época era uma revolução.”

Até então, os computadores ainda eram um produto restrito às universidades e aos serviços de informação dos governos, mas menos de dez anos depois, em 1981, a IBM lança o primeiro computador comercial. Dois anos após, a Apple cria uma tela que possibilita recursos gráficos - até o momento, os computadores geravam apenas letras e números e não imagens. Foi quando as famílias começaram a se interessar pela máquina, impulsionando o lançamento de modelos mais baratos como o IBM que registrava as informações em fitas K-7 convencionais. “A confiabilidade era quase nula”, brinca Nieuwbourg. “Mas ter um computador começava a ser sinal de status social.” Nesta época, um computador comercial não saía por menos de R$ 40 mil.

No início da década de 90, os primeiros sinais de Internet começam a aparecer, quando os computadores passaram a realizar ligações telefônicas. De lá para cá, o sistema só evoluiu cada vez mais rápido até que,, recentemente, foi lançado o primeiro computador portátil sem disco rígido.

“Queremos também dar uma idéia de para onde vamos na informática. O plano do museu é mostrar o passado, o presente e o futuro”, explica o fundador do estabelecimento. “Não duvido que daqui a cinco anos as telas sejam projetadas no ar, como no filme Minority Report. A tendência é de que a informática se transforme em uma coisa menos eletrônica e mais humana, com toques e gestos reais”, aposta Nieuwbourg.

Outras duas salas de exposições temporárias completam as atrações do museu. A primeira mostra a história do surgimento da Internet e a segunda apresenta obras artísticas desenvolvidas pelo designer Stéphane Mathon. O museu está aberto todos os dias da semana das 10h às 19h.

Fonte: www.terra.com.br

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