Arquivo de Dezembro de 2007

Sopa de letrinhas

Juan Peixoto em 2 de Dezembro de 2007 @ 03:21

Sopa de letrinhas

Provavelmente o primeiro poeta nascido em terras brasileiras foi Bento Teixeira. Seu livro Prosopopéia foi publicado em Lisboa, no ano de 1601.

O escritor de ficção científica Julio Verne voou apenas uma vez. Ele subiu em um balão em 1873.

A casa em que residia o escritor paulista João Antônio pegou fogo e o incêndio queimou todos os originais. Teimoso, escreveu tudo de novo. Malagueta, Perus e Bacanaço, o livro reescrito, publicado em 1963, virou clássico.

O paulista José Carlos Inoue entrou para o Guinness - Livro dos Recordes. Ele tem o recorde de romances já publicados no mundo. Foram 1.200, sob 39 diferentes pseudônimos.

O autor francês Georges Perec era maníaco por listas. Ele chegou até a escrever uma com as coisas que gostaria de fazer antes de morrer.

Mencionar seu nome, o de seu melhor amigo ou de algum conhecido em suas obras consistia em uma das brincadeiras favoritas do argentino Jorge Luís Borges.

Praticamente todos os romances de José Saramago tem um cachorro entre os personagens.

Em 1975, Clarice Lispector participou de um congresso de bruxaria na Colômbia. Ela começou seu discurso dizendo: “Eu tenho pouco a dizer sobre magia. Na verdade, eu acho que nosso contato com o sobrenatural deve ser feito em silêncio e numa profunda meditação solitária”.

O escritor catarinense Cristóvão Tezza sempre escreve a primeira versão de suas obras à mão, apesar de saber mexer no computador.

Em 1934, Cecília Meirelles levou um chá de cadeira do poeta Fernando Pessoa. Ela e o marido combinaram um encontro com o autor em um bar em Lisboa (Portugal), mas ele nunca apareceu. O casal esperou por duas horas. Para compensar a ausência, Pessoa mandou a Cecília uma edição do livro Mensagem com a dedicatória: “A Cecília Meireles, alto poeta, e a Correia Dias, artista, velho amigo e até cúmplice, na invocação da Apolo e Atena, Fernando Pessoa”.

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Xerox reinventa o papel

Juan Peixoto em 2 de Dezembro de 2007 @ 01:42

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Novo museu em SP foca quatro artistas

Juan Peixoto em 2 de Dezembro de 2007 @ 01:23

27/11/2007 - 08h47
Novo museu em SP foca quatro artistas
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MARIO GIOIA
da Folha de S.Paulo

Um novo museu na área central de São Paulo, com acervo permanente de quatro importantes nomes das artes plásticas brasileiras: é o IAC (Instituto de Arte Contemporânea), que será inaugurado hoje, às 19h, tendo em seu acervo permanente cerca de 200 obras de Amilcar de Castro, Mira Schendel, Sergio Camargo e Willys de Castro. “Campo Ampliado”, com 75 obras, é a mostra de abertura do espaço, ao lado do Centro Universitário Maria Antonia, com trabalhos de Lucio Fontana e Volpi, entre outros, em diálogo com obras dos quatro artistas principais da instituição.

O IAC se diferencia de outros modelos museográficos no Brasil por ter como foco um número restrito de artistas. Há raras iniciativas desse tipo no país, como a Fundação Iberê Camargo, que ganha um novo prédio no ano que vem, em Porto Alegre, e o Museu Lasar Segall, em São Paulo, que já tem 40 anos.

“Depois da morte do Sergio Camargo, fiquei responsável pelo espólio dele e fechei o seu ateliê na Itália, em 1991. Percebi, então, que precisava institucionalizar todo aquele acervo”, diz a galerista Raquel Arnaud, presidente do IAC. “Temos poucas iniciativas do gênero no Brasil, que individualizam a exposição e a pesquisa de determinados nomes. É importante lembrar que todos eram amigos e cultivavam um diálogo estético importante. A Mira, por exemplo, viajava para o Rio somente para ver o que o Sergio achava de uma obra nova que ela havia feito.”

Um dos braços importantes do IAC é o seu Núcleo de Documentação e Pesquisa, que desenvolve um trabalho de digitalização e tratamento de 4.000 imagens relacionadas aos artistas, além da organização de cerca de 7.000 documentos, como correspondências, projetos de obras e textos pessoais. O centro vai funcionar ao lado das duas grandes salas expositivas do instituto -de 122 e 140 m2-, e o acesso será permanente a partir de amanhã, mediante agendamento.

No mesmo prédio do IAC, funcionarão duas salas do Maria Antonia, um auditório e uma reserva técnica, que devem ser entregues a partir do ano que vem.

Importância

A reunião de obras significativas de Amilcar, Schendel, Camargo e Willys é bem recebida por quem foi próximo a eles. “Essa conversa que eles vão manter nesse espaço é importante. Muitos diálogos vão aparecer entre as obras deles e em relação a nomes mais recentes”, avalia o artista Carlos Vergara, 65, que foi amigo de Camargo.

“Para mim, o Sergio é importante por seu rigor estético e por sua liberdade intelectual. Ele pesquisava muito para colocar a mínima coisa em seu ateliê. E foi um interlocutor muito ativo de nomes de gerações mais novas, como o Tunga e o Waltercio Caldas. Quando via uma exposição sua, assim como o Willys, não era de só dar tapinhas nas costas; ele criticava de verdade o seu trabalho.”

“É uma geração de força”, afirma o historiador e professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Roberto Conduru, autor do livro “Willys de Castro” (Cosac Naify, R$ 75, 240 págs.).

Para ele, a reduzida obra de Willys, vista em conjunto com a dos outros três artistas, vai atestar a “excepcionalidade e uma certa atitude minimalista” de sua trajetória. “Nos outros artistas, essa redução de elementos é importante. Em Willys, ela é mais evidente na economia de sua produção.”

Para o galerista André Millan, que cuida do espólio de Schendel, o interesse sobre ela “cresce em progressão geométrica”. “Sua participação em Kassel neste ano e a mostra no MoMA, prevista para 2009, provam que Mira cada vez é mais estudada e ganha maior importância.”

Fonte: www.folha.com.br

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Comissão Europeia em sintonia para desenvolvimento da Biblioteca Digital

Juan Peixoto em 2 de Dezembro de 2007 @ 01:07

Comissão Europeia em sintonia para desenvolvimento da Biblioteca Digital

O progresso da Biblioteca Digital, proposta pela Comissão Europeia, foi ontem apresentado por um grupo de trabalho em Bruxelas. A iniciativa e o estado do desenvolvimento da plataforma foram abordados numa sessão onde foram tidas em conta as bases já criadas.

Entre os temas abordados destacam-se as novas formas de financiar a digitalização através de parcerias públicas e privadas, soluções para a digitalização em massa dos arquivos impressos e dos trabalhos órfãos, ou seja, dos quais se desconhece os autores, assim como o acesso e preservação da informação científica.

O encontro de ontem formaliza mais um passo face à criação de um projecto que tem como objectivo enriquecer culturalmente os cidadãos europeus através de um vasto leque de arquivos literários, multimédia e de museus que serão disponibilizados, ao que tudo indica, até Novembro de 2008, altura em que será lançado um protótipo do projecto.

Viviane Reding, comissária europeia para a Sociedade de Informação é da opinião de que os cidadãos deverão “desfrutar da herança cultural” europeia e indica que esta iniciativa “mostra o compromisso das instituições culturais europeias em trabalhar para tornar as suas colecções disponíveis e pesquisáveis […] através de um ponto comum e multiliguistico online”.

Elisabeth Niggemann, directora geral da biblioteca nacional alemã e líder da iniciativa base do projecto europeu, refere que a iniciativa conta com o apoio de várias instituições que vão desde museus a bibliotecas, passando por associações com um vasto espólio multimédia.

No final espera-se que a biblioteca agregue pelo menos 2 milhões de livros digitais, fotografias, mapas, filmes e outros artigos doados pelas instituições parceiras. Até 2010 o número de arquivos já deverá ascender aos 6 milhões, espera a Comissão.

Notícias Relacionadas:
2006-08-25 - UE recomenda agilização dos processos para a criação da Biblioteca Digital Europeia
2005-09-30 - Comissão Europeia propõe estratégia concertada para digitalização de conteúdos das bibliotecas

2007-11-28 16:41:00
Casa dos Bits

Fonte: www.sapo.pt

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Arquivo Central é memória viva da história de João Pessoa

Juan Peixoto em 2 de Dezembro de 2007 @ 00:59

Arquivo Central é memória
viva da história da PMJP
13h32 28/11/2007

A atual gestão municipal mantém um trabalho de recuperação, resgate e valorização históricos dos documentos que se encontram listados no Arquivo Central da Prefeitura de João Pessoa (PMJP). A Divisão de Documentação e Arquivo, ligada diretamente à Secretaria de Administração (Sead), é aberta ao público em geral, sendo utilizada como fonte de pesquisa de documentos permanentes que resguardam a memória viva da instituição.

Apesar de conter o principal acervo da cidade de João Pessoa, o Arquivo Central da PMJP só recebeu um tratamento especializado a partir da administração do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) e atualmente está totalmente informatizado no que diz respeito às pastas funcionais de ex-servidores, facilitando a organização e a pesquisa. Além disso, os funcionários manuseiam os materiais munidos de luvas, batas e óculos especiais com lentes diferenciadas, o que garante a integridade física dos servidores e a conservação dos papéis.

No Arquivo estão documentos de todas as secretarias e órgãos ligados à PMJP, que são os arquivos correntes, intermediários e permanentes (esses últimos com acesso irrestrito). Estão à disposição, processos da área de construção da Capital de 1972 a 2007; contratos de convênios de 1971 a 1973; contracheques de 1986 a 2006; os livros diaristas de 1924 a 1978; fichas financeiras de contratos desde 1960 até 1973, além de mapas, plantas de ruas e edificações, entre outros.

A chefe da Divisão de Documentação e Arquivo, Aurora Maia, explicou que a função principal do órgão é garantir a acessibilidade, integridade e o sigilo que preserva o valor administrativo, legal, fiscal e histórico da cidade de João Pessoa. “Sem a transparência e o apoio do prefeito Ricardo Coutinho, o Arquivo ainda permaneceria esquecido por todos, sem ter o cuidado e o respeito merecidos”, avaliou.

As pessoas que desejarem pesquisar no Arquivo Central devem enviar ofício contendo a solicitação para Sead, explicando os tipos de documentos que necessitam. Em seguida, a Sead encaminha o pedido para a Divisão, que fará a separação do material e a liberação irrestrita do seu manuseio. O Arquivo fica no Centro Administrativo Municipal (CAM), no bairro de Água Fria, e funciona de segunda à sexta, das 8h às 16h. Para mais informações, contatar o telefone 3218-9035.

Fonte: www.joaopessoa.pb.gov.br

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